sexta-feira, 16 de junho de 2017

TEMER ESCALOU ASSESSOR DA PRESIDÊNCIA PARA COORDENAR REFORMA NA CASA DA SOGRA

O tesoureiro do PMDB paulista e chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Arlon Vianna, participou da reforma na casa de Norma Tedesco, sogra do presidente Michel Temer. A reforma foi paga por Temer. Arlon é um dos assessores mais próximos do presidente. Em maio de 2017 foi nomeado chefe de gabinete regional de São Paulo, do gabinete pessoal do presidente da República.
Em 2014, quando ainda era vice-presidente, Temer convocou Arlon para selecionar os profissionais que seriam contratados para a reforma na casa de sua sogra – informação que foi confirmada pelo Palácio do Planalto. À época, Arlon era assessor da vice-presidência.
Na quarta-feira (14), conforme revelou a repórter da GloboNews Andreia Sadi, Temer se reuniu com Alon, sua filha Maristela Temer e o ministro Moreira Franco em um encontro oficial em São Paulo. O motivo do encontro não foi revelado. A informação sobre a reforma na casa da sogra de Temer também foi divulgada pela jornalista.
Inicialmente, Arlon, questionado pela repórter, negou a informação. No entanto, em um segundo momento, fez uma modificação na primeira versão apresentada e disse que achava que tinha indicado um pintor ou um pedreiro, e que estava tentando localizar esse profissional para esclarecer quais serviços haviam sido prestados por ele.
Essa é a segunda revelação relacionada com reforma envolvendo o presidente. Arlon, além de homem de confiança de Temer, é amigo do coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima, que foi responsável pela reforma na casa de Maristela Temer.
Em operação realizada o dia 18 de maio, a Polícia Federal encontrou documentos rasgados, com informações sobre reforma na casa de Maristela Temer – filha do presidente Michel Temer (PMDB) –, no apartamento de Lima Filho, um dos mais antigos e fieis amigos de Temer.
Ricardo Saud, um dos delatores da JBS, afirmou em sua delação premiada ao Ministério Público que pelo menos R$ 1 milhão, dos R$ 15 milhões que o grupo doara para o caixa dois de Temer em 2014, foi entregue para Lima Filho.
Durante as buscas da PF, também foram encontrados documentos que apontam que o coronel “controlava ou pagava despesas de Temer”. Ainda de acordo com a reportagem, um dos papéis apreendidos é a nota de um aparelho de telefonia comprado para Temer em 1998.
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